A Gol apurou prejuízo líquido de 447,1 milhões de reais no quarto trimestre de 2012, revertendo resultado positivo de 54,3 milhões obtido um ano antes, em meio a custos decorrentes do fim das operações da Webjet e provisões para perdas, além de aumento do resultado financeiro negativo.[...]
Para o atual trimestre, a companhia afirmou prever resultado operacional positivo, acima do nível visto um ano antes.
A Gol também informou que, com o objetivo de elevar a receita por passageiro (rask) em pelo menos 10 por cento e retomar as margens operacionais, reduzirá a capacidade doméstica em entre 8 e 10 por cento no primeiro semestre de 2013 e em cerca de 7 por cento no ano fechado, ante os níveis de 2012.
A companhia aérea afirmou ter contabilizado no balanço do quarto trimestre custos adicionais de 197 milhões de reais referentes ao fim das operações da Webjet e a provisões para perda com ativos. Enquanto isso, o resultado financeiro negativo cresceu de 70 milhões de reais para 128 milhões.
Se desconsiderados esses itens, o prejuízo operacional ajustado foi de 160,9 milhões de reais no período, com margem negativa de 7,6 por cento.
Em 2012 como um todo, a perda operacional ajustada foi de 708,9 milhões de reais, com margem negativa de 8,7 por cento, enquanto o prejuízo líquido atingiu 1,5 bilhão de reais.
"Os resultados financeiros de 2012 refletem o cenário desafiador vivenciado pela indústria aérea nacional nos dois últimos anos com um aumento anual no preço de combustível em 18 por cento, desvalorização do real frente ao dólar em 17 por cento no ano, aumento acima de 30 por cento nas tarifas aeroportuárias e baixo crescimento do PIB brasileiro", afirmou a Gol no demonstrativo de resultados.
O Ebitdar (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e leasing de aeronaves) ficou negativo em 43,7 milhões de reais entre outubro e dezembro, comparado a resultado positivo de 246,1 milhões em igual etapa do ano anterior. A margem foi negatiVa em 2,1 por cento ante 11 por cento um ano antes.
Já a receita líquida caiu 5,1 por cento na relação anual, para 2,12 bilhões de reais no último trimestre de 2012.
A rask líquida no quarto trimestre subiu 10,5 por cento ano a ano, resultado da estratégia de redução da oferta adotada desde março do ano passado, segundo a empresa.
Os resultados operacionais da companhia aérea Gol foram pressionados pelo aumento nos preços dos combustíveis, segundo relatório da companhia divulgado nesta terça-feira. Em 2012 a empresa teve um aumento na despesa com combustível de R$ 680 milhões, cerca de 95% do prejuízo operacional ajustado de R$ 708,9 milhões. O prejuízo líquido foi de R$ 1,5 bilhão no período.
A companhia afirmou que os resultados financeiros do ano passado refletem o cenário desafiador vivenciado pela indústria aérea nos últimos dois anos com aumento anual no preço de combustível de 18%, desvalorização do real frente ao dólar em 17% no ano e aumento acima de 30% nas tarifas aeroportuárias.
A Gol teve ainda custos adicionais de R$ 197 milhões no quarto trimestre de 2012 referente ao fim das operações da Webjet e provisões para perda com ativos. Nos três últimos meses do ano passado, o prejuízo operacional ajustado foi de R$ 160,98 milhões e o líquido, de R$ 447 milhões.
A companhia ajustou a sua oferta doméstica de assentos, reduzindo a capacidade em 5,4% nos 12 meses ante uma perspectiva inicial de redução de 2%. Na decisão, a empresa considerou o baixo crescimento do PIB, a taxa de câmbio e o aumento no preço do combustível, cenário que deve continuar em 2013 segundo a Gol.
'Parte do resultado da estratégia de ajuste de oferta doméstica já pode ser observado no resultado do ano, quando a GOL apresentou um aumento de 1,8 ponto percentual na taxa de ocupação de suas aeronaves no mercado doméstico, contribuindo para um aumento de 3,6% em sua receita por assento ofertado no ano de 2012', afirmou o presidente-executivo, Paulo Sérgio Kakinoff, na mensagem da administração.
No mercado interno, a oferta no quarto trimestre apresentou queda de 15,5% na comparação anual, sobretudo por conta do redimensionamento da malha decorrente da retirada das aeronaves da Webjet da frota operacional. A demanda apresentou queda de 9,1%, também relacionada à redução de oferta. Como resultado, a taxa de ocupação no mercado interno apresentou um aumento de 5 pontos percentuais, atingindo 70,7% no trimestre, ante 65,7% no mesmo período de 2011.
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